Acadêmicos
Sonia Theresinha Ribeiro Batista

 

Sonia Theresinha Ribeiro Batista
Cadeira: 25
Posição: Fundador

Biografia

 Nasceu em 11/03/1939 em Palmeira das Missões, RS. Pedagoga, editou 3 livros individuais. Participação em vinte antologias da ASL (Associação Santa Mariense de Letras) e cinco antologias da CAPOSM (Casa do Poeta – SM. RS) Revistas e Jornais em Santa Maria RS onde residiu trinta anos (1975 á 2005). Em 2006 entrou para a CALLP – Criciúma. Reside em Içara no Loteamento Jussara (Barreira). Publicações: 1.Título: Paralelas.Poesia, 2003 2.Título: Perfil. Poesias, 1995 3.Título: Amor Incondicional. Didático, 2004.

Obras




Eu não sabia,
Que sobreviria no leito do meu rio
Uma queda profunda
Cascateando os poços de minha alma.
Névoa densa impedindo
Visualizar superfície.

Mas sempre há luz, ainda que difusa,
Lá no fim do túnel.
Um sol de estação quente
Aquece inverno em manhãs nubladas,
Irisando águas de esperança...

Através de cheia lua,
A visão luar se alarga
E o horizonte amplia.
O coração vê a mão do criador
Recriar a vida...

STRibeiro


 
SONHO RASGADO



SONHO RASGADO

Ficou preso na boca
Um beijo antigo.
Na voz tremida
Uma ansiedade louca.
Dúvida de ser desejada
Camuflada na fala oca.
O desejo de realizar um sonho,
Na fantasia se sufoca...
Agitação dos gestos,
Prelúdio de esperança.
Perda total do apetite,
Refeição interrompida,
Demonstração evidente de paixão.
Ridícula adolescência anciã !
Ficou preso, também, `a esperança
O pobre coração iludido
A bater sem ressonância...
Presos os olhos na calçada
A procura do vulto amado
E, nada...
Ouvido atento ao som da campainha
Da porta ou do telefone...
Enquanto o relógio de parede, insone,
Marcava em seu tic-tac lento,
A hora tardia.
No toca disco, a voz de Roberto Carlos
Ironizava-me, no seu "Desabafo":
"Por que é que eu rolo na cama...
Você é mais uma mecha
De branco nos meus cabelos
Você...É um loucura qualquer..."
E as horas passaram...
A mesa posta
Copos de cristal lilás,
Fugidos da cristaleira secular,
Perderam o encanto.
Foram pro gelo os sanduíches de carinho.
Chora o balde de prata
Com a solidão do champanhe...

Percorri inteiro
O apartamento vazio.
Reservara e preparara
Som, luz difusa,
Flores a exalar perfume,
Só pra te receber...

Uma lágrima boba
Traçou um caminho no meu rosto,
Limpei-a com raiva
E, num impulso masoquista,
Em gestos mórbidos e lentos,
Diante do espelho,
Fiz o planejado "stript"...

Então, nua, apaguei a luz de cabeceira,
Fiquei "rolando na cama"
E, o luar fez comigo
O adultério...

STRibeiro



 


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